Cod.2680 - O sino e o relógio - uma antologia do conto romantico brasileiro

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DESCRIÇÃO DO PRODUTO

O livro se divide em quatro grandes conjuntos temáticos – fantástico, histórico, cotidiano e intriga. São classificações que levam em conta a trama central dos contos, embora muitas vezes suas características se misturem. Essa disposição permite revelar que o Romantismo, tal como praticado no Brasil, abrangeu mais temas do que os tradicionalmente reconhecidos, como o indianismo ou a exaltação da natureza. Sobressaem na antologia os temas fantásticos e as crônicas de costume. Sobre o primeiro filão, os organizadores observam no prefácio que “as histórias são povoadas de seres fantásticos como tatus brancos, fantasmas, vozes cavernosas e cadaverosas, instrumentos mágicos e malditos e uma noiva-cadáver”.

O título O sino e o relógio se refere aos temas do primeiro e último contos do volume, da autoria, respectivamente, de Franklin Távora e Machado de Assis, este já tendendo a uma abordagem irônica dos postulados românticos e adotando um desenlace amargo, mais aparentado ao realismo. Lado a lado com os nomes hoje pouco conhecidos estão autores canônicos do Romantismo como José de Alencar, Bernardo Guimarães, Joaquim Manuel de Macedo e Visconde de Taunay.

prefácio traz também uma análise original do surgimento e fixação do conto na literatura mundial, e especialmente no Brasil. Os autores, especializados na literatura da época, analisam o próprio uso do termo “conto”, que durante o período romântico ainda não se encontrava totalmente definido. Usavam-se na época as classificações raconto, novelas e anedotas, entre outras. A imprecisão vocabular contribuiu para a ideia de que o conto foi gênero raro no romantismo brasileiro, o que a antologia mostra ser um equívoco. O sino e o relógio oferece ao leitor uma notável variedade, de aventuras passadas durante a Guerra do Paraguai e a Revolução Farroupilha até retratos da elite da capital do Império ou histórias de amor arrebatadoras.

O projeto gráfico de O sino e o relógio também deriva de amplas pesquisas às obras da época. A designer Laura Lotufo fez uma releitura dos elementos gráficos dos livros do período romântico, além de se inspirar nas vinhetas dos contos publicados em periódicos. Na época, os livros eram comprados em cadernos soltos e depois levados ao encadernador para receberem costura, capa e acabamento. A arte da capa de O sino e o relógio utiliza molduras tradicionalmente aplicadas em douração sobre couro, evocando as variações de tom, tema e estilo dos contos da antologia.


Organização e prefácio: Hélio de Seixas Guimarães e Vagner Camilo
Projeto gráfico: Laura Lotufo

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